Os Serviços de Instalações e Equipamentos Hospitalares

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O presente artigo tem a intenção de apresentar o que consideramos ser um Serviço de Instalações e Equipamentos (SIE) adequado às necessidades de um hospital, agora e muito recentemente a uma Unidade Local de Saúde. Não nos atrevemos a designar esta proposta por “SIE modelo”, já que a mesma é elaborada com base em experiências limitadas e porventura sujeitas a avaliação e melhorias ditadas por conjunturas e exigências em mutação permanente. 

Os ativos das unidades de saúde

As instalações e os equipamentos de uma unidade de saúde, e em particular de um hospital, constituem um universo muito variado de tecnologias com exigências muito diversificadas na gestão dos seus ativos, envolvendo recursos variados, organizacionais, financeiros e com realce para equipas de engenharia com formação e experiência diversificada. Tentaremos, de forma breve, caracterizar os equipamentos médicos e as instalações de saúde e hospitalares. 

Os equipamentos médicos são correntemente tratados de acordo com as suas funcionalidades e tecnologias. 

  • Equipamento de vigilância de funções vitais para monitorização da atividade cardíaca, respiratória, circulatória e monitorização de diversos parâmetros físicos. Os monitores vão desde o mais simples, existente em grande quantidade, que monitoriza as pressões sistólicas e diastólicas por método não invasivo e a saturação de O2, até aos mais complexos, com capacidade para medição de diversos parâmetros físicos com realce para a eletrocardiograma por métodos invasivos e não invasivos. 
  • Equipamento de suporte a funções vitais, no qual se inclui todo o equipamento de apoio às funções respiratória, circulatória e neurológica, também correntemente designado por suporte de vida. A título de exemplo, citam-se os aparelhos de anestesia, ventilação pulmonar, perfusão e desfibrilhação. 
  • Equipamento de diagnóstico por imagem, que abrange os equipamentos de RX, desde o mais simples de tórax e membros até à TAC, a ressonância magnética e os equipamentos de ecografia.
  • Equipamentos de medicina nuclear, que geram imagens tomográficas por emissão de fotão único, as gama-câmaras e as imagens tomográficas por emissão de positrões (PET) que, quando em conjunto com a TAC, são designados por PET/CT. 
  • Equipamento de radioterapia com utilização generalizada de aceleradores lineares de eletrões na teleterapia e na utilização de fontes de radiação aplicadas diretamente na braquiterapia.
  • Equipamento de diagnóstico de patologia clínica e anatomia patológica, utilizando diversas tecnologias de análise para química clínica, hematologia, imunologia, citologia e cito química, biologia molecular, absorção atómica e cromatografia.
  • Equipamento de terapia de medicina física e reabilitação com tecnologias diversas visando a reeducação funcional e tratamento de distúrbios cinéticos em diversos órgãos e sistemas do corpo humano. São os aparelhos de eletroterapia, os ultrassons, as ondas curtas, o laser, os tratamentos com parafina e o calor húmido, os dinamómetros isocinéticos e a hidroterapia. 
  • Equipamento de endoscopia nas áreas gástrica, respiratória e urológica, com destaque para o equipamento flexível à base de fibras óticas e complementado com vídeo monitorização.
  • Equipamento de hemoterapia, sendo os mais conhecidos os aparelhos de hemodiálise para substituição da função renal.
  • Equipamento de lavagem, desinfeção e esterilização, constituído por máquinas de lavar e desinfetar diversos materiais, autoclaves de vapor saturado e autoclaves de esterilização a baixa temperatura.
  • Equipamento de cirurgia, no qual correntemente se inclui o equipamento de corte e coagulação e todo o equipamento de bloco operatório.
  • Equipamentos de diagnóstico e terapia das áreas de otorrino, oftalmologia, dermatologia e estomatologia com equipamentos específicos e utilizando diversas tecnologias já referidas.  (...)


Autores: João Barranca, Engenheiro, Administrador Hospitalar e Presidente da ATEHP

Leia o artigo completo na TecnoHospital nº 133, janeiro/ fevereiro de 2026 dedicada ao tema "O SIE como pilar do funcionamento hospitalar"

João Jorge Durão Carvalho

Diretor da TecnoHospital

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