Portugal com redução do risco de morte por tumores malignos abaixo dos 75 anos

  • 10 fevereiro 2026, terça-feira
  • Gestão

FOTO ELF-MOONDANCE/ PIXABAY

A melhoria na intervenção em saúde e na prevenção, associada a melhorias nos programas de rastreio do cancro, ao diagnóstico mais precoce e aos progressos na efetividade dos tratamentos, contribuíram para a redução do risco de morte por tumores malignos em Portugal abaixo dos 75 anos, no período de 2019 a 2023

De acordo com o Relatório “PNDO: Desafios e Estratégias”, publicado pela Direção-Geral da Saúde (DGS), através do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas (PNDO), a taxa de mortalidade padronizada por tumores malignos continua a diminuir em Portugal. Embora se tenha verificado um ligeiro aumento do número absoluto de óbitos, este está associado ao envelhecimento da população.

Em 2024 atingiu-se o maior número de sempre de mulheres convidadas (365 978; 61%) e rastreadas (344 405; 94%) no âmbito do Rastreio do Cancro do Colo do Útero (RCCU), de acordo com o mais recente Relatório de "Avaliação e Monitorização dos Rastreios Oncológicos de Base Populacional", igualmente publicado pela DGS.

No Rastreio do Cancro da Mama (RCM), registou-se uma taxa de cobertura populacional superior a 90 %, com 877 377 mulheres convidadas, ultrapassando a meta definida na Estratégia Nacional de Luta Contra o Cancro para 2030, em alinhamento com a estratégia europeia. Ainda assim, a cobertura populacional do Rastreio do Cancro do Colo do Útero (61 %) e do Rastreio do Cancro do Cólon e Reto (RCCR) (32,5 %) mantém-se ainda abaixo da meta de 90 % prevista para 2030.

Ao nível do tratamento, registou-se um aumento de 10 % no número de doentes tratados com radioterapia e no número de doentes tratados com quimioterapia/imunoterapia. Verificou-se, igualmente, um aumento do número de doentes com acesso a tratamentos inovadores, nomeadamente com terapias com células CAR-T.

Relativamente à sobrevivência a 5 anos após o diagnóstico de doença oncológica, Portugal apresenta resultados acima da média europeia, com cerca de 240 óbitos por 100 mil habitantes, face a aproximadamente 250 óbitos por 100 000 habitantes na União Europeia.

Destacam-se as elevadas taxas de sobrevivência a 5 anos no cancro da próstata (96 %) e no cancro da mama (90 %), que correspondem aos cancros mais incidentes nos homens e nas mulheres, respetivamente.

O número de cirurgias oncológicas a doentes com neoplasias malignas aumentou, com mais cerca de 10 000 doentes operados em 2024 face a 2023. A percentagem de doentes operados acima do tempo máximo de resposta garantido reduziu de 26,4 % em 2023 para 25,8 % em 2024.

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