Planeamento, programação, projeto e construção hospitalar
- 29 junho 2026, segunda-feira
- Gestão

FOTO NASRI.3D / SHUTTERSTOCK
Nesta edição, a TecnoHospital apresenta um dossier com artigos escritos por profissionais de diversas áreas, aos quais foi proposta uma abordagem sobre o tema: “Planeamento, programação, projeto e construção hospitalar”.
Este dossier, ao integrar artigos sobre as diversas fases de construção de um hospital, reflete a complexidade do processo, a diversidade de conhecimentos e de profissionais envolvidos.
O planeamento, programação, projeto e construção hospitalar é um processo que requer, além da engenharia, uma interação de diversas áreas, entre as quais a enfermagem e a medicina, para além de conhecimentos e experiências valiosas da Comissão de Controlo de Infeção Hospitalar (SPCIRA) e da Comissão da Qualidade e Segurança do Doente, cuja intervenção neste processo garante a qualidade final da obra hospitalar. De modo que, o planeamento deve sempre envolver uma equipa multidisciplinar (saúde, engenharia, arquitetura) que possa delinear um planeamento estratégico que contemple a definição do perfil clínico do hospital, a escolha do terreno, e uma análise de mercado e respetiva viabilidade financeira, que incluem estudos demográficos e geotécnicos, definição de orçamentos e cronogramas de construção e operação.
A fase de programação funcional também envolverá uma equipa multidisciplinar (saúde, engenharia, arquitetura) que contemple a análise de necessidades médicas em requisitos de espaço e fluxos de doentes e profissionais, que incluem a separação clara entre "sujos" e "limpos" para o controlo de infeções, o dimensionamento do internamento, das salas de cirurgia e áreas de diagnóstico.
Relativamente ao projeto de arquitetura e engenharia em ambientes hospitalares, desenvolvido por equipas especializadas de engenharia e arquitetura, este deve focar-se na flexibilidade e na humanização do ambiente hospitalar, que inclui o uso de iluminação natural e espaços que reduzam o stress do paciente, integração de redes complexas de gases medicinais, AVAC especializado, instalações elétricas de potência, comunicações, gestão técnica e segurança, sem esquecer a modulação de estruturas que permitam expansão futura, sem o prejuízo de uma paragem do hospital.
A construção moderna foca-se em hospitais seguros e acolhedores, adaptados ao século XXI com tecnologias de diagnóstico avançadas e integração de equipamentos médicos pesados e sistemas robóticos, abrangendo o cumprimento rigoroso das normas de segurança, funcionalidade e conforto, bem como de licenciamentos de saúde, sendo que, a equipa multidisciplinar (saúde, engenharia, arquitetura) deve sempre assegurar que sejam transmitidas, de forma clara a todos os intervenientes da construção, todas as informações de normas e regras específicas do ambiente hospitalar.
Os artigos que compõem este dossier refletem a permanente evolução normativa e desafios que os hospitais e serviços de instalação e equipamentos têm vindo a acumular nos últimos anos.
Autores Luís Duarte e Carlos M. Pinto
Artigo publicado na TecnoHospital nº 135, maio/ junho de 2026, dedicada ao tema "Planeamento, programação, projeto e construção hospitalar"
Outros artigos que lhe podem interessar