Sistemas de Informação para a Manutenção

Os Sistemas de Informação para Manutenção, usualmente conhecidos por CMMS (Computer Maintenance Management Systems) são ferramentas estruturantes de suporte à atividade manutenção. Porém, devido à necessidade da gestão de todo o ciclo de vida dos Activos Físicos e, após a publicação das normas ISO5500X, aqueles sistemas estenderam o seu âmbito para este novo paradigma assumindo um novo acrónimo, EAM (Enterprise Asset Management). Simultaneamente, para além da gestão tradicional, com o advento da IoT e da IoS, a manutenção de condição assumiu um novo patamar de intervenção na atividade manutenção, devido à facilidade de acompanhamento on-line da “saúde” dos Ativos Físicos.

De acordo com a NP 4492:2010 e o requisito “5.1.1.1 Aplicações informáticas”:

Os procedimentos de gestão podem ser informatizados em consonância com a dimensão e a complexidade da empresa prestadora de serviços de manutenção para facilitar o planeamento, a implementação e o controlo de todas ou de parte das atividades.

Caso existam aplicações informáticas, de gestão ou instaladas em máquinas, ferramentas ou instrumentos, a empresa prestadora de serviços de manutenção deve:

  1. assegurar as adequadas condições ambientais e a segurança física, lógica e pessoal através de:
  • instalação ou armazenamento do hardware em locais que cumpram as especificações dos fabricantes;
  • instalação ou armazenamento do hardware em locais de acesso condicionado a pessoas devidamente identificadas e autorizadas;
  • instalação de sistemas de proteção de dados;
  • estabelecimento e implementação da gestão adequada de acessos locais ou remotos às aplicações, assegurando a utilização de funcionalidades apenas por pessoas devidamente instruídas e autorizadas;
  1. definir e implementar soluções para disaster recovery;
  2. estabelecer, implementar e manter um ou mais procedimentos para assegurar a recuperação de aplicações e registos – cópias de segurança”.

De acordo com a ISO 55000:2014, “A gestão de ativos físicos permite que uma organização analise a necessidade e o desempenho de ativos e dos sistemas de ativos em diferentes níveis. Além disso, permite a aplicação de abordagens analíticas para a gestão de um ativo ao longo das diferentes fases do seu ciclo de vida (que pode começar com a conceção da necessidade do ativo até à sua retirada de funcionamento e inclui a gestão de eventuais obrigações pós-alienação)”.

A norma ISO 55000:2014 proporciona uma visão global da gestão de ativos e dos sistemas de gestão, designada como sistema de gestão de ativos. Define gestão de ativos como a atividade coordenada de uma organização para percecionar e produzir valor a partir dos ativos. Especifica também o contexto para as normas ISO 55001:2014 e ISO 55002:2018. A norma ISO 55001:2014 especifica, também, os requisitos para um sistema de gestão de ativos, e a norma ISO 55002:2018 especifica em pormenor os requisitos técnicos específicos de setores, de ativos ou de atividades, e fornece orientações sobre como a norma ISO 55001:2014 deverá ser interpretada. As normas ISO 5500x permitem integrar, de uma forma organizada, diferentes normas técnicas específicas de determinados ativos, e ainda de outros sistemas de gestão, como qualidade, ambiente ou risco.

Artigo escrito em co-autoria com Inácio Fonseca e Hugo Raposo.

Artigo publicado na edição nº92 da TH

José Torres Farinha

CEMMPRE (Centro de Engenharia Mecânica, Materiais e Processos, Universidade de Coimbra) e ISEC (Instituto Superior de Engenharia de Coimbra, Instituto Politécnico de Coimbra)

Se quiser colocar alguma questão, envie-me um email para tfarinha@isec.pt

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