ULS Braga avança com cirurgia cardiotorácica

A Unidade Local de Saúde de Braga realizou, no final do ano, as suas primeiras cirurgias cardiotorácicas. Os procedimentos realizados corresponderam a uma cirurgia de revascularização do miocárdio (bypass coronário) e a uma cirurgia de substituição de válvula aórtica
Este momento representa o início do tratamento cirúrgico de doentes com patologia cardiotorácica na ULS Braga, após mais de duas décadas de reflexão clínica e organizacional sobre a necessidade de criação desta resposta assistencial na região, salienta a unidade de saúde em comunicado.
“A realização das primeiras cirurgias cardiotorácicas na nossa instituição constitui um passo decisivo na afirmação da ULS Braga como centro de referência clínica, refletindo um compromisso claro com a equidade no acesso aos cuidados de saúde e com a excelência assistencial”, afirma Américo Afonso, Presidente do Conselho de Administração da ULS Braga.
A operacionalização desta nova valência contou com o contributo de múltiplas especialidades clínicas, com particular destaque para os Serviços de Cardiologia, Anestesiologia e Medicina Intensiva, bem como com o envolvimento das equipas da Área de Gestão Organizacional, responsáveis por assegurar todas as condições técnicas, logísticas e de segurança necessárias à execução desta atividade cirúrgica altamente diferenciada.
A introdução da Cirurgia Cardíaca terá também um impacto direto na atividade da Cardiologia de Intervenção, permitindo o alargamento da resposta no tratamento da doença valvular. A implantação percutânea de válvula aórtica está já prevista como próximo passo, representando um investimento clínico e tecnológico de grande relevância e um avanço significativo no acesso a terapêuticas diferenciadas no contexto do SNS.
O projeto de Cirurgia Cardíaca da ULS Braga, aprovado no final de 2023, surge no âmbito da revisão da rede de referenciação nacional realizada nesse mesmo ano, que previu a abertura de dois novos centros de Cirurgia Cardíaca no país, um dos quais na região do Minho, atendendo à sua elevada densidade populacional e às necessidades assistenciais identificadas. A sua implementação resultou de uma visão estratégica e de um trabalho conjunto, com a colaboração da ULS de São João, no Porto.
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