Conselho Europeu de Inovação financia projetos de tecnologia hospitalar

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João Guilherme Oliveira
O Conselho Europeu de Inovação deu início à execução dos primeiros 20 projetos selecionados no âmbito do programa piloto. A iniciativa aprovou candidaturas direcionadas ao desenvolvimento e à validação de soluções tecnológicas para o setor da saúde, a investigação biomédica e a prática clínica hospitalar.
A seleção das propostas distribui-se de forma equitativa por duas áreas estratégicas de inovação tecnológica. No âmbito do desafio "Traduzir Novas Metodologias de Abordagem Disruptivas para a Prática" (Translating Disruptive New Approach Methodologies - NAMs into Practice), foram aprovados 10 projetos dedicados ao desenvolvimento de alternativas à experimentação animal tradicional.
As tecnologias selecionadas incluem modelos de tumour-on-chip, gémeos digitais aplicados ao diagnóstico e tratamento de acidentes vasculares cerebrais (AVC), novos métodos para avaliar a segurança de terapias génicas e ferramentas computacionais avançadas para simulação biomédica. O objetivo destas soluções passa por aumentar a capacidade preditiva da investigação médica, acelerar o desenvolvimento farmacológico e personalizar os cuidados prestados aos doentes.
Paralelamente, o programa integra 10 projetos na categoria "Acelerar a IA Física" (Accelerating Physical AI), focados no desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial capazes de operar em ambientes físicos complexos. Esta linha de financiamento contempla a criação de laboratórios científicos autónomos e sistemas robotizados de suporte a operações de resgate e logística, com potencial aplicação na automação e otimização das rotinas laboratoriais e hospitalares.
O modelo de financiamento do programa assenta numa estrutura progressiva por fases. Na primeira etapa, iniciada formalmente a 1 de setembro de 2026, cada um dos 20 projetos recebe uma verba de 300 mil euros para um período de até nove meses. Esta fase inicial é dedicada à validação técnica, ao estabelecimento de métricas de desempenho e à demonstração do potencial das tecnologias junto de utilizadores e partes interessadas do setor da saúde. As equipas que cumprirem com sucesso os marcos estabelecidos nesta fase inicial poderão candidatar-se a uma segunda etapa de financiamento, com apoios que podem atingir os 2,5 milhões de euros por projeto, destinados ao desenvolvimento avançado e à realização de ensaios em contexto real.
A primeira convocatória deste programa piloto registou a submissão de 709 candidaturas provenientes de 39 países. Ao longo dos próximos meses, as equipas selecionadas irão participar em reuniões de arranque para identificar desafios comuns e promover a colaboração interpessoal, testando uma nova abordagem de financiamento orientada por desafios específicos e assente na validação contínua do progresso tecnológico.
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