IPO Porto avança com plano de eficiência energética

O Instituto Português de Oncologia do Porto está a implementar um projeto para reduzir a pegada ecológica e melhorar as condições estruturais dos seus edifícios, ao abrigo da candidatura ao Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR).

A primeira medida concluída é a implementação de 200 painéis solares térmicos para aquecimento de águas sanitárias, distribuídos pelos edifícios de cirurgia e dos laboratórios. Tal permite “aos doentes internados usufruir de banho e outros cuidados de higiene pessoal com energia limpa”, lê-se em comunicado divulgado pelo IPO Porto.

O investimento na ordem dos 500 mil euros vai permitir uma poupança significativa de gás natural, sendo que a instituição espera o retorno em sete anos.

“No conjunto de todas as medidas, o IPO do Porto irá ver reduzida a sua fatura anual da energia em cerca de 386 mil euros (uma descida dos 886 mil euros para os 500 mil euros) e uma restrição de mais de 1.400 toneladas de gases produtores de efeito de estufa”, salientou a instituição.

No âmbito da eficiência enérgica, também foram substituídos os geradores de vapor por caldeiras de água quente e caldeiras de vaporização rápida, que servem as unidades de tratamento de ar afetas ao bloco operatório, unidade de cuidados intensivos, serviço de esterilização e outros serviços.

O presidente do Conselho de Administração do IPO do Porto, Rui Henrique, indicou um investimento total de 5,3 milhões de euros, comparticipados por fundos comunitários em 4,5 milhões de euros.

“Foi para o IPO Porto um grande desafio melhorar o desempenho energético dos seus edifícios e promover a utilização racional dos recursos. É um projeto ainda em curso mas que muito nos orgulha por já termos alcançado os primeiros resultados e pela perseverança de agarrar a oportunidade de financiamento para modernizar o hospital e contribuir ativamente para a utilização das energias renováveis nas infraestruturas públicas”, afirmou Rui Henrique.

A instituição estima que “cerca de 30 por cento deste ambicioso projeto esteja já implementado”, mas o programa incluí ainda outras medidas para os edifícios de cirurgia e dos laboratórios, nomeadamente a implementação de painéis fotovoltaicos, a substituição da iluminação convencional por LED, a implementação do sistema de gestão técnica e centralizada, e a recuperação das fachadas e caixilharia dos edifícios.

O Serviço de Instalações, Equipamentos e Transporte do IPO Porto estima que “até ao final de 2020 mais de 60 por cento do programa esteja concluído.”

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